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Sobre prconceitos literários e leitura de e-books.

Vamos falar de preconceito literário e sobre leitura em e-readers x livro físico?

2507-2018-095341628644532076.jpegVou começar com um cliché. Sempre gostei de ler. Fato.
Mas outro fato é que passei a ler mais a partir da disseminação dos PDF’s na internet.
Lembro que em 2010, li toda a saga Crepúsculo em PDF em uma semana, nos intervalos do trabalho. Me recordo que gostei muito. Os filmes destruiram isso.

Outro fato que lembro bastante é que ainda mais atrás, li muitos livros do Paulo Coelho e livros espíritas. Hoje leio menos. Por que?

Com o tempo, vamos amadurecendo não só como pessoas, assim como nossos gostos. acabamos nos acostumando e precisamos de livros mais “difíceis” para nos desafiar.

Em 2017, tentei ler Sagarana, mas não consegui. Nem insisti. Antes, em 2016, havia tentado ler As meninas de Lygia Fagundes Teles e também não havia conseguido. Fracasso? Sou burra? Não. Entendi que não estava pronta para a complexidade daqueles textos.

Este ano, li Mrs. Dalloway e Orlando, ambos de Virginia Woolf. Livros que geralmente ouvimos falar que são muito difíceis, mas que eu não senti dificuldade em lê-los. Por que? Já tenho uma leitura mais amadurecida da vida e das obras que leio.

Já falei sobre isso aqui neste post, mas acredito que é necessário um amadurecimento, e não só o literário, para ler determinadas obras.

Quanto aos e-books, é graças a eles que o número de leituras que faço aumentaram. Adquiri um kindle no final de 2015 e não sou nada sem ele. Isso não muda o fato de eu ser apaixonada por livros físicos e ter minha estante. Me tornei uma leitura mais ativa com os pDF’s, passei pro kindle e hoje por conta da graduação, voltei a ler muito em PDF, já que são muitos textos para ler na faculdade. Mas isso, é algo que cada um precisa experimentar. E começar a ler em e-book não significa que você deva abandonar os livros físicos.

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Para mim, a leitura de alguns livros, principalmente calhamaços, é um experiência bem melhor no kindle. Por outro lado, sinto necessidade de rabiscar o livro, coisa que também dá para fazer no kindle, mas quando você qur localizar algo, não é tão prático, sabe?! (Veja meu post sobre minha experiência com o kindle aqui ) Em 2018, me propus umd esafio para ler mais os livros físicos que tenho e de certa forma, meu rendimento no número de leituras caiu em relação aos anos anteriores.

Quanto ao preconceito, acho que adquiri algum, mas atribuo a isso a muitos posts falando isso e aquilo sobre determinando autor, determinado gênero literário. Pretendo reler Paulo Coelho, que inclusive é o autor brasileiro mais traduzido e suas obras são Best Seller em vários países, assim como quero reler Crepúsculo. E continuo a ler sobre espiritualidade, pois assim como precisamos de comida, nosso espírito também precisa de nutrição. Além disso, precisamos acreditar em algo.

Acredito que devemos evitar qualquer tipo preconceito, seja de gênero, raça ou literário. Devemos ter tolerância para com as escolhas do próximo, correto? Não é uma questão de aceitar, mas de respeitar.

Enfim, esse post saiu mais como um desabafo. Espero que me desculpem, caso tenha me “excedido” um pouco e se possível, comentem aí as suas experiências, opiniões sobre esse tema.

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Publicado em Literatura Russa, Resenha

A guerra não tem rosto de mulher – comentários

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Demorei, mas vim falar sobre A guerra não tem rosto de mulher. Eu já queria ler desde 2017, mas ainda não havia lido porque tenho um foco nos clássicos. Decidi pela leitura este ano, pois foi proposta para o Leia Mulheres de Salvador (que acabei não indo).

O livro traz depoimentos de mulheres russas que foram para a guerra, um lugar predominantemente masculino. Os depoimentos dessas mulheres, é referente aos motivos que as levaram à guerra, à sua rotina enquanto soldados, à forma como eram tratadas pelos colegas, alimentação e várias outras coisas.

Os relatos são muitas vezes fortes, como se você estivesse de fato assistindo àquelas cenas. Percebemos que muitas, apesar do orgulho em ter defendido sua nação, seus ideais, sentem receio de serem identificadas.

Me chamou muito a  atenção que essas mulheres, apesar de terem sido heroínas, serem ainda hoje alvo de preconceito de mulheres compatriotas suas. Aquelas que não foram à guerra, dizem que aquelas que lá estiveram, foram para roubar seus maridos, servirem de prostitutas e por aí vai.

Apesar dos depoimentos fortes, como falei, sinto que ainda há muito o que saber sobre o que essas mulheres viveram na guerra e que por mais detalhes que seus depoimentos tenham, nunca chegaremos perto de sentir, imaginar os horrores que elas vieram.

Com a leitura de livros como esse e de estudos sobre gênero, sinto (e falo não só relacionado a mim) que preciso de mais livros escritos por mulheres e que tratem de temas relacionados à mulheres. O tempo de uma literatura escrita onde se imagina ser mulher já passou. Os homens nunca teriam como dar conta de tudo que se passa no interior de uma mulher.

Vocês já leram? O que acharam?

Publicado em Literatura Russa, Metas de leitura, Projetos de leitura

Atualização dos projetos para 2018

Olá, tudo bem?

Hoje, vim mostrar a atualização dos projetos de leitura que me propus para 2018 e aqueles que fui aderindo ao longo do ano. Vamos ver como ficou?

 

12 livros para 2018

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JAN – Orgulho e Preconceito – Jane Austen – Lido
Fev – Jane Eyre – Charlotte Bronte – Lido
Mar – O mundo assombrado pelos demônios – Carl Sagan – Abandonei
Abr – A guerra não tem rosto de mulher – Svetlana – Lido
Mai – Orlando – Virginia Woolf – Lido
Jun – Morte em Veneza – Thomas Mann
Jul – Grandes esperanças – Charles Dickens
Ago – Lolita – Vladimir Nabokov
Set- O sol também se levanta – Ernest Hemingway
Out – A outra volta do parafuso – Henry James
Nov – O idiota – Dostoievski
Dez – Perto do coração selvagem – Clarice Lispector

 

Projeto literatura fundamental

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Este projeto, é do canal da Tatiana Feltrin. Saiba tudo sobre ele aqui.. Dentro dos livros do projeto, para 2018, eu havia separado estes, mas resolvi ajustar e ficou assim:

  • O processo, de Franz Kafka – Lido
  • A hora da estrela, de Clarice Lispector – Lido
  • Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf – Lido
  • Vidas secas, de Graciliano Ramos
  • A ilustre casa de Ramires, de Eça de Queiroz
  • Um bonde chamado desejo, de Tenessee Williams
  • Hamlet, de shakespeare
  • Otelo, o mouro de Veneza, de Shakespeare
  • Memorial do convento, de Saramago
  • Crime e castigo, de Dostoiévski
  • O vermelho e o negro, de Stendhall
  • Os miseráveis, de Victor Hugo (que está em andamento)
  • Madame Bovary (Flaubert)
  • Alice no país das Maravilhas (Lewis Carrol)
  • O retrato de Dorian Gray ( Oscar Wild)

Esses foram os projetos que me propus, mas estou participando do projeto #Dostôesselindo, cuja proposta é ler Dostoiévski em ordem cronológica. Saiba tudo aqui.Deste projeto, li até agora:

  • Gente Pobre
  • O duplo
  • A senhoria
  • Noites brancas

E para motivar a leitura de Os miseráveis, que eu havia iniciado e acabou ficando de lado, e que faz parte do projeto literatura fundamental, vou participar do projeto do canal do Christian Assunção que vai ler Os miseráveis Saiba tudo aqui.

Além dos livros que já sinalizei aí nas listas, também já li:

  • Orgulho e preconceito, de Jane Austen
  • Razão e sensibilidade, de Jane Austen
  • Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato.

Fora isso, ainda tem as leituras para o meu TCC, que quando estiver pronto, venho aqui contar tudo, mas adianto que Virginia Woolf é estrela principal.

Então, por enquanto é isso.

Deixe aí nos comentários se estão participando de projetos de leitura, o que acham desses projetos e até mesmo dicas, porque aqui nada é obrigatório hahaha!

Ah! Caso tenha interesse em adquirir algum dos livros mencionados, você pode utilziar meu link da Amazon e assim, me ajuda a ter acesso a mais livros para melhorar o conteúdo do canal. Para ir para Amazon, clique aqui.

Beijos!

Publicado em Dica

Kindle Unlimited

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Publicado em livros lidos, Resenha

Eles eram muitos cavalos, Luiz Ruffato

Olá, tudo bem?

Começo dizendo que esta leitura foi para elaboração de um ensaio para apresentar na semana de lentes da faculdade onde estudo.

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Eles eram muitos cavalos foi escrito por Luiz Ruffato, autor brasileiro com formação na área de comunicação e foi lançado em 2001. A obra traz 69 mini contos, cujas narrativas se passam em apenas um dia na cidade de São paulo. Cada mini conto, começa sem uma introdução prévia. Nada sabemos dos personagens e eles se encerram bruscamente. São cortados! (O autor usa técnicas do jornalismo, da comunicação – não há linearidade).

As narrativas são densas. Falam sobre roubo, mortes, estupro, fome, miséria. A imagem da cidade vai se formando a partir destas narrativas. Quase sempre, os personagens são o que chamamos de subalternos, ou seja, os esquecidos, os invisíveis, que ao terem suas histórias contadas neste livro, acabam recebendo uma voz, que normalmente lhes é negada.

O ponto de vista deles, portanto, é do chão, das ruas em que transitam ou quase sempre, tem como lar. Ruas escuras, sujas, fétidas, perigosas e hóstis. Mas, também vemos relatos de pessoas que veem tudo isso se desenrolar do alto, seja de pédios ou mesmo de seus helicópteros, ou mesmo de seus carros de luxo. Eles sabem da realidade que existe ali, do lado de fora da janela, mas esta realidade, quase não o atinge.

[…] vista de cima são paulo até que não é assim tão – vai chegar um dia em que não vamos mais poder sair de casa – mas já não vivemos em guetos? a violência (johannesburgo, conhece?, feia tão suja tão à noite não se pode sair do) perigosa entra governo, sao governo, muda o quê?

O que procurei abordar com o trabalho foi a alteridade dentro da obra de Ruffato, ou seja, a voz que ele acaba emprestando a estes subalternos e a possibilidade de nos fazer refeltir sobre a sobrevivência ou inxistência destes indívuos que na obra são colocados ao nível do lixo que descartamos (me fez lembrar de Carolina de Jesus e seu Quarto de despejo).

A obra, apesar de escrita há 17 anos, continua atual, uma vez que a situação dos subalternos não se alterou, podemos até dizer que o número destes indivíduos aumentou e com a política social como se encontra, demonstra que cada dia mais estes números irão aumentar. Livros como esse fazem com que a gente pense que já que os governantes não olham por estas pessoas, alguém precisa começar a pensar em como seria possível tornar suas vidas menos subalternas.

Deixo a epígrafe com a qual o livro inicia e que nos faz refletir.

Eles eram muitos cavalos, mas ninguém mais sabe os seus nomes, sua pelagem, sua origem…

Cecília Meireles

Publicado em Literatura Russa, Projetos de leitura, Resenha

Gente Pobre – Dostoiévski

Dostoiévski é um autor que eu sempre quis ler. Ano passado, ganhei os 4 livros que compõem sua obra completa, da Companhia Aguilar Editora. Este ano, a @isavichi propôs ler Dostoiévski em ordem cronológica, mas sem cobranças (saiba tudo sobre o projeto dela clicando aqui ) então, me joguei também.


Gente Pobre não é um livro que foi fácil para mim. Não por conta da escrita, mas me incomodava a forma como Makar Alieksiéievitch se dirigia à Varvara Dobrossiélov : “pombinha, anjo, estrela”. Eu sentia segundas intenções na sua fala. Pode ser um julgamento errado da minha parte, ou esta impressão pode ser por conta da tradução (não sei!). Makar era funcionário público, copista, que morava num quartinho quase nos fundos de uma pensão e nunca se casou. Varvara era sua parente distante, então Makar acabou projetando nela todo amor que ele nunca pôde dar a alguém. E nas cartas que eles trocavam, sentimos todo esse amor “paternal”, mas no fundo, sentimos que há também um amor carnal. Isso era o que me incomodava.

Realmente, terá o senhor passado toda a sua vida assim, sempre sozinho, sempre com privações, sem gozar de nada, sem ouvir uma palavra de amizade, sempre num desvão alugado, entre gente estranha?

Algo que também me incomodou muito foi a pobreza em que eles e os outros personagens que ali aparecem viviam. Quase não tinham o que comer, o que vestir. As coisas sempre pioravam Mas, Alieksiéievitch, mesmo pobre, gastava seu dinheiro em roupas e doces para Várienhka chegando ao ponto de se endividar e quase ser despejado de seu quartinho, o que o fez começar a beber e depois até pensar em suicídio.

Sim, minha querida, é um fato que nos humilhamos a nós mesmos sem razão; que nos consideramos como se nem sequer valêssemos um copeque ou uma palha.

Os vizinhos caçoavam dele por conta de como ele se vestia, em trapos, já que empregava seu dinheiro em outras coisas, e pelo relacionamento que mantinha com Várienhka.

Reconheço tudo quanto fez por mim, como me defendeu do ódio e da perseguição de homens execráveis, e sei apreciá-lo no seu verdadeiro valor.

Apesar de todo sofrimento social descrito no livro, em nenhum momento o autor usa os personagens para atacar/ criticar o governo. E apesar de todas as dificuldades, Makar Alieksiéievitch ainda se compadece e sempre ajuda ao próximo.

Por que estarão as coisas deste mundo feitas de tal maneira que uns têm de viver pobres e miseráveis, enquanto a outros, é a própria felicidade que vem bater-lhes à porta?

…como custa a ouvir um “Pelo amor de Deus”, e não podermos dar nada àquele que tem fome! E vermo-nos obrigados a dizer: “Tenha paciência!”

O senhor abençoa-nos em cada boa ação que praticamos. Nada fica sem recompensa e a virtude há de sempre receber o galardão de Deus.

Então, Gente Pobre não é um livro que cause empolgação em ler, mas é profundo. Um ponto que me chamou a atenção, claro, são os diálogos sobre livros e literatura. Espero que os trechos aqui postados, ajudem aqueles que ainda não leram e precisam de um empurrãozinho.

A literatura encerra qualquer coisa de belo, Várienhka, algo de muito belo… E é ao mesmo tempo uma coisa tão profunda! Fortalece, afirma e ilustra as pessoas…

A literatura vem a ser uma pintura, em certo sentido, já se vê; um quadro e um espelho; um espelho das paixões e de todas as coisas íntimas; é instrução e educação ao mesmo tempo, é crítica e um grande documento humano.

Até mais!

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Jane Eyre – resenha

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Jane Eyre é a narrativa, em primeira pessoa, da vida da garota que leva este nome. Quando criança, ficou órfã e foi adotada por um tio, que acabou morrendo. Jane ficou aos cuidados da esposa de seu tio, que não gostava dela, assim como os primos.

Mas a noite não tarda. E, dentro da noite, sou infeliz, muito infeliz… Por outras coisas.

As crianças podem sentir, mas não podem explicar os seus sentimentos. Mesmo que a análise se opere parcialmente nos seus cérebros, elas não sabem bem exprimir em palavras os resultados.

Jane sofria por não ser amada, sofria agressões físicas e até psicológicas. De tanto ouvir que era feia, ela se dizia assim.

Sua tia achava que Jane não era sociável e acaba por mandá-la para uma escola de órfãs, Lowood, onde Jane faria algumas amizades, encontraria algum carinho, mas também sofreria com uma rotina rígida. Lá, se tornaria professora.

Mas Jane queria o mundo, e não ficar trancada naqueles muros, e assim, vai atrás de emprego.

Sonhava com a vida e o movimento…

Jane consegue se tornar governanta de uma garotinha e acaba por desenvolver um afeto por seu patrão 20 anos mais velho. Os acontecimentos não ocorrem como ela esperava e ela abandona o emprego.

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Mais uma vez Jane sofre, mas acaba sendo acolhida por pessoas de bom coração. Ela acaba por descobrir que ainda possui parentes e recebe até uma herança. Jane acaba voltando para seu antigo patrão.

Jane Eyre não foi um livro que me atraiu muito. No começo, eu sofria com ela. Depois, não compreendia seu sentimento por aquele patrão, que achei bem esquisito, e depois descobri que era mesmo. Depois, veio a questão de encontrar os parentes, sei que coincidências acontecem, mas como nesta história?! E não gostei dela ter voltado para seu patrão. Me dei alguns dias de reflexão e agora entendo.
Isso aqui é opinião minha. Não li nada de material de apoio sobre o livro. Então, minha interpretação é que Jane buscava o amor de um pai, este seria o motivo dela ter se apaixonado por um cara 20 anos mais velho e que não era bonito, além de ser rude. Ela teve oportunidade de ter um relacionamento com um rapaz com idade mais próxima à sua, mas seu coração era do mr. Rochester ( o patrão). Este ponto de vista não é um preconceito meu, mas analiso a partir da época em que foi escrito. Inclusive, uma das personagens faz este tipo de comentário.

Os seres humanos necessitam de amar. E, à míngua de melhores objetos de afeição, eu chegara a achar alegria em querer bem e acariciar uma pequena figura esculpida, já ruça como um espantalho.

Outra análise que fiz foi sobre o comportamento geral de Jane. Ela queria ver o mundo, mas era submissa. Em vários momentos, ela demonstra essa submissão em relação aos homens. Como já mencionei antes, Jane não aceitava elogios pois “sabia” que era feia. Por outro lado, era muito inteligente e prendada.
Podemos ainda refletir a partir da leitura sobre Deus, que é muito abordado aqui, sobre a violência contra a mulher, sobre a loucura. Acredito que existam mais temas a serem discutidos, mas vou ficando por aqui.
Se você já leu Jane Eyre, podemos continuar essa discussão aí nos comentários.
Até a próxima!

Obs: esta é uma edição de 1958. Contém alguns erros de digitação e até de ortografia, mas nada que impeça a leitura.

Na narração, há muitas palavras que precisei recorrer ao dicionário, mas mesmo sem consultar dava para seguir a leitura sem prejuízo.

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